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Artigos e Legislações

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ARTIGO - Gestão com foco na expectativa das partes interessadas!

Com o nível de exigência das partes interessadas (governo, comunidade, clientes, etc.) tem-se elevado consideravelmente a maneira como as empresas tratam os impactos socioambientais oriundos de suas atividades.

Antigamente, os administradores tinham que se preocupar com questões meramente econômicas, considerando apenas fatores relacionados à compra de matéria prima, preço, mão de obra e capital para investir.

No contexto atual, gerenciar uma empresa tonou-se uma atividade ainda mais complexa do que no inicio, onde o empresário deve considerar desde variáveis econômicas até questões ligadas a responsabilidade socioambiental da organização. Mas até que ponto as empresas estão dispostas a assumir esta responsabilidade?

Antes de responder a essa questão vamos, em primeiro lugar, conceituar ‘Responsabilidade Socioambiental’.

Responsabilidade Socioambiental, diz respeito a uma gestão ética e transparente que a organização deve ter com suas partes interessadas, para minimizar seus impactos negativos no meio ambiente e na comunidade.

Sendo assim, a responsabilidade socioambiental está intrinsicamente ligada às expectativas econômicas, legais, éticas, sociais e ambientais que as partes interessadas esperam que elas atendam num dado espaço de tempo. Em geral, a responsabilidade socioambiental assume várias formas, entre as quais incluem proteção ambiental, projetos sociais e práticas economicamente corretas. Vamos a um exemplo para ficar mais claro:

Uma empresa pretende se instalar em uma cidade e terá uma demanda de 500 postos de trabalho. O prefeito da cidade entende que será interessante para a cidade do ponto de vista econômico e trabalha com uma política econômica de isenção fiscal por um determinado período para que a empresa possa se estabelecer na cidade. Porém, o empresário não se preocupa com as externalidades do seu negócio e não investe em equipamentos de segurança ocupacional, não pratica uma gestão ambiental adequada dos resíduos e possui uma política interna de contratação de não admitir mulheres. Com o passar dos anos, os funcionários desta empresa estarão com doenças ocupacionais (Asma, PAIR - Perda Auditiva Induzida por Ruído, LER - Lesão por Esforço Repetitivo, entre outras), os rios, solo, lençol freático estarão poluídos, as mulheres da cidade terão dificuldade para criar seus filhos e outras empresas do mesmo ramo sofrerão para manter seu negócio devido à concorrência desleal.

Em resumo, quando a empresa não possui responsabilidade socioambiental, o ônus do seu negócio fica de herança para a sociedade.

Obviamente que este caso trata-se de um exemplo hipotético em que não houve nenhuma atuação dos órgãos governamentais responsáveis, e mesmo que haja, geralmente ocorre após o dano concretizado.

Respondendo a questão inicial, as empresas devem investir em responsabilidade socioambiental de modo que as externalidades oriundas de seus negócios estejam atendendo as expectativas das partes interessadas.

Um excelente meio de administrar uma organização em conformidade com as expectativas das partes interessadas é através da implementação das normas internacionais de Gestão da Qualidade (ISO 9001), Gestão Ambiental (ISO 14001) e Gestão da Saúde e Segurança Ocupacional (OHSAS 18001). Estas normas são reconhecidas mundialmente e conduzem a gestão empresarial a obterem os seguintes benefícios:

§  Benefícios da Qualidade (ISO 9001):

o   Boa reputação facilitando as relações comerciais;

o   Maior competividade;

o   Pequeno índice de reclamações;

o   Menor custo de paralisação e com ações para resolução do problema.

§  Benefícios Ambientais (ISO 14001):

o   Promove o respeito ao planeta e às futuras gerações;

o   Maior visibilidade no mercado nacional e internacional, com a consolidação de uma imagem de credibilidade e responsabilidade empresarial junto a clientes, fornecedores, funcionários, governo, e organismos não governamentais;

o   Marca inegável do comportamento ético empresarial frente à sociedade e ao meio-ambiente;

o   Obtenção de financiamentos a juros mais convidativos;

o   Menor vulnerabilidade a multas e paralizações, uma vez que o atendimento a legislação aplicável é gerenciada;

o   Administração das condições dos processos que possam interagir com o meio ambiente;

o   Prevenção de riscos ambientais, com base em processos para atuação emergencial.

§  Benefícios para a Saúde e Segurança Ocupacional (OHSAS 18001):

o   Redução potencial no número de acidentes;

o   Redução potencial nos tempos de parada e custos associados;

o   Conformidade legal e regulatória;

o   Transparência frente às partes interessadas sobre seu comprometimento com a saúde e a segurança.

o   Melhor gestão dos riscos relativos à saúde e segurança, agora e no futuro.


Assim, tendo em mente todas estas vantagens, a empresa que mais se aproxima das características requeridas pelo contexto da responsabilidade socioambiental está mais sujeita ao sucesso do que a que se afasta dela.


Jonas Alves Pereira

Consultor e Auditor