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ARTIGO - Talentos para Perceber a Riqueza! (Hélio Rangel Terra)

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Alguns, mais conservadores, acreditam que ainda é cedo para comemorar, pois afinal faltam quatro meses para o ano se completar. Outros, porém, moderadamente otimistas, com quem nos alinhamos, já vislumbram um ano de economia muito bem sustentada, capaz de proporcionar ganhos substanciais a diversos setores e, de fato, fazer o País dar mais um importante passo rumo ao desenvolvimento. É voz corrente – e a prática tem demonstrado – que o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) é o principal espelho da economia. Quando o PIB empaca, muitos são os dissabores, pois a maioria das contas tende para o vermelho. Ao contrário, há entusiasmo e segurança nos investimentos quando a somatória das riquezas nacionais apresenta crescimento, mesmo que moderado. E é nessa rota que se encontra o Brasil neste momento. Divulgados alguns números do primeiro trimestre de 2007, economistas de renome já arriscam dizer que o País fechará o ano com um ganho de 4,5% do PIB. Isso porque mesmo o índice oficial preconizado pelo Banco Central, de 4,1%, já dá sinais de alta, sustentado por resultados animadores em diversos quadrantes econômicos. Um deles, por exemplo, são as vendas no varejo, cujo crescimento foi de 9,7% no primeiro trimestre do ano, comparativamente a igual período de 2006. Esse dado é importante porque contém o comportamento de vendas nos supermercados, especialmente de produtos alimentícios, e é forte indicador de que está sendo sustentado pelo aumento real da massa de salários que diretamente leva ao aumento do poder de compra da população. Não apenas o consumo aumentou por força de remuneração um pouco mais robusta, mas também os empregos cresceram. Em São Paulo, principal pólo da massa trabalhadora do País, o número de vagas cresceu 2,25% em abril sobre o mês anterior e esse desempenho foi o melhor do setor nos últimos sete anos.A área de bioenergia, que não por acaso tem caminhado a passos largos no contexto econômico nacional, já dá fortes indícios de pujança a ponto de a safra de cana-de-açúcar crescer e demandar máquinas e equipamentos que ainda não estão prontos para entrar em ação. Dentro das fazendas, os produtores enfrentam a escassez de tratores, colhedoras e mão-de-obra. As máquinas, tecnologicamente avançadas, demandam operadores mais familiarizados com comandos eletrônicos que o mercado ainda não conseguiu formar em número suficiente. Os salários de tratoristas, da ordem de R$ 1,2 mil ao mês, chegam a R$ 3,7 mil no caso de operadores de colhedoras de cana. Também há escassez além da porteira. Equipamentos de transporte e moagem da cana estão em falta. No Oeste paulista, nesta safra, foram comprados 32 rodotrens para o transporte da cana, mas os veículos só foram entregues aos compradores com 42 dias de atraso por causa da alta demanda.Na área urbana, chega a faltar pedra britada para atender à demanda do setor imobiliário, que no primeiro quadrimestre deste ano deu um salto de 71% na tomada de crédito para construções. Outra área a dar sinais importantes de crescimento é a de aviões: a Embraer registrou alta de 50% em seus pedidos no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2006. Isso representa um salto de US$ 10 bilhões para US$ 15 bilhões. Como se não bastasse, no setor brasileiro de papel e celulose, o retorno por real investido chegou a 13% ao ano, enquanto no restante do mundo essa relação não passa de 6%, conforme estudo da consultoria Pricewatterhouse.A indústria automobilística bate recordes de produção: algumas montadoras que pouco tempo atrás chegaram até mesmo a recorrer a planos de demissão acabam de cancelar esses programas e trabalham a todo vapor; outras estão contratando grande número de novos profissionais. Toda essa demanda por carros puxa a produção das empresas de autopeças, que investem não só na modernização, mas também na ampliação de suas fábricas e de suas equipes de trabalho.Diante desse quadro, é líquido e certo que a sustentabilidade da economia do País estará agora, mais do que nunca, dependente de homens de visão empresarial aguçada, capazes de prover seus negócios não apenas com matéria-prima e capital, mas principalmente com talentos capacitados, treinados, para perceber a riqueza do caminho a ser trilhado. O inverso seria desastroso, visto que o brilho econômico não pode ser ofuscado por mão-de-obra despreparada. Vale lembrar que o Brasil já teve picos de crescimento, num passado não muito remoto, e nessas ocasiões o que sustentou a economia em nível satisfatório foi certamente o desempenho da mão-de-obra. Agora, enquanto as colunas de receitas superam as de despesas, certamente crescem proporcionalmente as oportunidades de trabalho e estas, ativos intangíveis, se transformam em insumo indispensável para os que queiram entrar no círculo virtuoso do crescimento sustentável. Não se pode, portanto, deixar passar tamanha oportunidade, “perder o bonde da história”, principalmente quando o País dispõe de empresas de recursos humanos fortemente especializadas e voltadas para a busca, identificação e treinamento de pessoas talentosas e comprometidas com o fazer acontecer.


*Hélio Rangel Terra, formado em Ciências Contábeis e Atuariais com pós-graduação em Harvard, é presidente da Manager Assessoria em Recursos Humanos.